Durante esses cinco meses de apreensão e reinvenção, pais, professores e alunos, aprenderam a conviver com uma nova realidade, que só poderia ser imaginada nas histórias contadas em livros e filmes. 

Vimos essa realidade bater à nossa porta e precisamos nos adequar a ela.

Os pais tiveram suas rotinas alteradas, seus dias agora ganharam um visitante diário em sua casa. O professor deixou de ser aquela pessoa que se via esporadicamente na entrada das aulas ou nas reuniões de pais, para ser visitante diário dentro das casas. Mas sabiam que, mesmo com toda essa mudança, seus filhos estavam dentro de casa e em segurança. Conforme o tempo foi passando, acabamos nos acostumando com esse novo normal. 

Agora nos deram a difícil missão de decidirmos voltar ou não voltar para as escolas. A pandemia não acabou, sabemos disso, mas é preciso que se comece a retomar os afazeres do dia a dia, e é aÍ que se trava uma luta interna entre a RAZÃO e a EMOÇÃO.

O que fazer? É o momento certo para essa volta? Teremos toda segurança que acreditamos ter em nossas casas?

Infelizmente, essas perguntas não conseguiremos que sejam respondidas sem que nos arrisquemos a começar de novo. Mas uma dúvida que acredito que seja unânime entre pais, e profissionais da educação, é: como nossos “anjinhos” se comportarão com essa volta.

Como professora, mãe e avó, preocupo-me bastante. Sei que não podemos ficar eternamente na falsa segurança do nosso lar, mas também temo pela segurança das crianças e de todos nós da escola. Sabemos que diante da saudade dos amigos e até dos professores, será difícil, para alguns, respeitar esse distanciamento. E as máscaras, serão usadas como se deve ou passarão a ser uma diversão? Como evitar uma aproximação daquele pequeno que está louco para abraçar a “Tia”, o amiguinho, a Tia da cantina e todos que são parte da vida deles? 

Diante de tanta dúvida, qual será sua posição? Difícil decidir racionalmente, quando o emocional predomina. Sabemos que é preciso retomar a direção da nossa vida, que há vários caminhos a serem seguidos e que, infelizmente, vamos ter que nos posicionar.

Espero que cada um com sua fé, com sua crença, busque sabedoria para que possa decidir o que é mais adequado à sua realidade. 

Só tenha uma certeza: VAI PASSAR! Pois não há mal que dure para sempre, mas precisamos fazer a nossa parte, aconselhando nossas crianças e nossos jovens de que o perigo ainda existe e que o nosso normal não será o mesmo.

Vamos encarar mais essa batalha?

Texto: Carla Tancredo

Instagram: @ctancredo

Área de Atuação: Professora 

Fotos: Pexels

Projeto Editorial: Tess Villa