Neste mês, comemorou-se o Dia dos Pais. Estranho ter um dia para o que deve ser comemorado todos os dias, porém podemos entender isso como um convite à reflexão.

Que pai e mãe têm diferença, isso possivelmente sabemos, e salve a diferença, porque do contrário não teríamos mais nascimentos de um novo ser da raça humana.

Mas se é bom ou ruim a diversidade pela qual a família passa em questões de papéis econômicos ou outras questões quaisquer tão comuns na composição de nossa sociedade, não estamos na posição de responder, além do fato do bem-estar e bom crescimento do menor. Isso é o que verdadeiramente tem que prevalecer para uma sociedade mais saudável, pois a criança de hoje é, em um piscar de olhos, o adulto de amanhã.

Mas o que é ser pai nesse momento do jogo de nossa sociedade? Um pai perde seu trabalho e fica em casa ajudando, ou ainda mais interessante, decide sair do trabalho para ajudar nas rodas-gigantes dos afazeres domésticos e para ficar mais tempo com suas crianças, isso é algo que não tem preço na educação desse ou dessa menor.

E o que dizer do pai que, como a mãe, está em plena pandemia entre o fogão, o computador e o banho do(a) filho(a)? Será um excelente exemplo replicável do empoderamento da posição de ser pai. 

Contudo, ainda se pode ter o pai que sai do trabalho e tenta contar historinha para os filhotes e dorme junto ou aquele que já não está mais fisicamente na mesma casa, mas que tenta, com todas as forças, ficar com a cria por mais tempo no fim de semana e que quer saber sobre as notas ou, ainda melhor, que estuda junto. Aquele que ri, chora, coloca limites, emociona-se pelo simples fato de ser pai, um exemplo, um modelo a seguir em alguns pontos ou até para fugir em outros, porque pai, assim como mãe, tem defeitos, erra, não tem manual de como educar; mas pai de verdade tenta seu melhor para que o melhor aconteça com seu filho e com sua filha.

 

Texto: Tess Villa

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Área de Atuação: Educação

Foto: @villaskohl e Studio Villas

Projeto Editorial: Tess Villa