A moda, assim como todo segmento de produção industrial, promove algum impacto sobre o meio-ambiente. E se isso não era uma preocupação, hoje em dia tem se tornado um debate crescente no meio fashion.

Para entendermos melhor, é necessário lembrar o conceito do Fast Fashion, que surgiu nos anos 90, atendendo às necessidades de produção e consumo do mercado da moda.

O fast fashion é caracterizado por coleções sazonais, peças novas quase semanalmente, e, consequentemente, uma precarização do material e das condições de trabalho. A descoberta desses fatores geraram uma insatisfação por parte dos consumidores conscientes e preocupados com todo o ciclo de produção, uso e descarte das roupas.

Ocorrem, até hoje, diversas denúncias sobre trabalho forçado ou análogo ao escravo, relacionadas a diversas marcas conhecidas mundialmente, podendo citar o caso do Rana Plaza, em Bangladesh, onde produtos da marca Primark, eram confeccionados no local.

E assim surgiu a Moda Sustentável, uma forma de produzir e pensar a moda, incluindo a confecção de peças, que tenha o menor ou nenhum impacto no meio-ambiente, utilizando matérias-primas orgânicas e corantes naturais, e assim promovendo a valorização do uso sustentável da natureza. O modelo de produção também está incluso no conceito, devendo obedecer à salubridade e dignidade do trabalhador, redistribuindo renda e dando oportunidades para pequenos produtores e artesãos.

Alinhado a esses valores surgiu também a Moda Consciente, com um novo olhar sobre o consumo e descarte das peças. O consumidor de Moda Consciente se questiona sobre a real necessidade da aquisição daquele produto, se a produção foi sustentável, quais impactos aquele material gera no meio-ambiente e se a durabilidade do item garante um reuso ou, ainda, se é necessária alguma adaptação para a criação de um novo look.

Com isso o tempo de uso do produto aumenta, a cadeia produtiva é respeitada e valorizada onde deve, e a natureza agradece!

 

Texto: João Baranov

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