Qual criança não estudou que o Brasil neste mês, precisamente em 07/9 de 1822, teve sua independência com o famoso grito de D. Pedro I às margens do Rio Ipiranga?

E esse grito realmente ecoou e ecoa até os dias de hoje?

E qual país tem sua independência sem promover a independência de seus cidadãos? E como ser independente se não se tem autonomia de pensamentos, de conhecimento e, consequentemente, de independência econômica para, se não todos, muitos de seu país?

Não se pode negar que essa independência precisa ser melhor praticada, que essa autonomia deveria ser um exercício escolar e de base de cada família. E ainda, que a educação tem bastante a ver com essa equação complexa de ser resolvida nesse “gigante pela própria natureza”.

Ao que tange educação, saiu o ranking das melhores universidades mundiais, com base nos dados da britânica Times Higher Education, uma das mais prestigiadas do setor.

O Brasil aumentou o número de universidades, tendo a USP e a  Unicamp como as duas líderes e até subiram de posição em relação ao último levantamento. No total, 52 universidades brasileiras estão listadas entre 1.527 instituições globais avaliadas no THE. Trata-se de um recorde em relação aos anos anteriores, segundo BBC News Brasil. Contudo, o que isso realmente significa e qual percentual de brasileiros que ingressam em universidades renomadas na nação brasileira?

O fato é que não se está aqui para fazer um novo levantamento estatístico, nem tampouco desvalorizar estudantes ou instituições de ensino. A questão reside na vontade de que questões e padrões históricos negativos parem de ecoar até os dias de hoje, visto que deixemos de ser colônia de países economicamente mais avançados, que valorizemos as riquezas que temos: povo, cultura, miscigenação e dessa miscigenação a força de vários gritos em diferentes línguas. 

Que consigamos avançar mais assertivamente no voto e sairmos todos da corrupção, que segundo algumas culturas religiosas é Karma, palavra dada a uma forma de aprendizado por meio de sofrimentos (tal qual chá de boldo – amargo, mas resolve), podendo ser transponível ou não, de acordo com as formas religiosas que  compartilham dessa crença. Que consigamos entender que direitos  de cidadania devem ser conquistados na urna e talvez possamos perpetuar o eco do grito da independência a cada eleição ao nos inteirarmos com o político que tem vida antes de aparecer como político, tem um movimento político com um início e um meio que vale ser investigado. E se tudo não der certo, por algo, que não deitemos em berço esplêndido e não fiquemos acomodados. Ao contrário, que peguemos a espada e façamos nosso Brasil ser independente com toda a abrangência dessa palavra de fato.

Texto: Tess Villa

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Projeto Editorial: Tess Villa