Dia 8 de setembro, sim, isso mesmo, dia 8 de setembro essa grandiosa data comemorativa – Dia Mundial da Alfabetização -, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 1967. Em outras palavras, não é pouca coisa.

Agora que sabemos que não é uma data qualquer, vamos saber mais ainda com mais detalhes.

O principal objetivo de se criar esta data é para promover discussões sobre assuntos e questões ligadas à alfabetização no mundo todo, sobre sua importância, principalmente em países com índice de analfabetismo muito alto como em nosso Brasil (por enquanto, porque sou otimista que vai melhorar). E então você pode perguntar agora – principalmente se for um educador lendo: “Certo, mas essa importância e debate não deveria ser constante, o ano todo, em vez de apenas um dia?” Concordo, e é assim. Países se mobilizam constantemente preocupados com esse assunto, com a Educação por um todo. Mas neste dia em especial, o fato de haver ele, lembra e abre a porta para o debate ser intenso e o assunto ficar em alta. Dia das Mães também é assim. Sem uma data, não quer dizer que a importância fica esquecida, mas que tem um dia destinado para que aquele assunto seja o principal e, claro, também evita a possibilidade de ir diminuindo a valor do mesmo ao longo do ano.

Alfabetização – base da Educação

A Educação muda o indivíduo. A Educação muda a sociedade. Consequentemente, a Educação muda o país, muda o mundo, faz História. E a alfabetização é o direito mais básico da Educação. Ao falar de alfabetização, estamos falando de Educação. Ao falar de Educação, não se pode ignorar a base – alfabetização. Sabe quando plantamos uma semente para dar uma árvore e comer o fruto? Alfabetizamos para dar o acesso ao conhecimento para gozar a liberdade: de pensar, de questionar, de expressão, de discordar, de se desenvolver, de criar, de acesso, de comunicação… Constrói o indivíduo enquanto cidadão.

Paulo Freire, grande referência – e na minha opinião a maior – sobre a crítica e debates acerca da Educação, diz que a Educação não é neutra, é política por natureza, pois tem o papel de promover o acesso ao conhecimento e desenvolver o pensamento crítico (processo de construção e reconstrução do conhecimento) no aluno. Não dá para pensar a Educação diferente, com um fim em si mesma. Tem por natureza ser libertadora, desfazer paradigmas, ligar fronteiras, dar uma interpretação e sentido à vida. A razão de ser da Educação é ler e questionar a realidade para interpretá-la.

É pela falta de acesso à Educação que tem se criado limitações, violência simbólica, coerção, desvios de princípios, acesso controlado da informação. Conhecemos bem as consequências disso. Então combatamos a ignorância, a causa de toda e qualquer limitação e mecanismos de controle, através de uma nova perspectiva de metodologia de ensino voltada para a formação de um indivíduo consciente.

Viva o Dia Mundial da Alfabetização, dia 8 de setembro! Que dia esplendoroso! Que dia magnífico! Que dia rico e construtivo!

Fonte: Júnior, L. C. (12 de novembro de 2018). todospelaeducacao. Acesso em 03 de setembro de 2020, disponível em Todos pela Educação: https://www.todospelaeducacao.org.br/conteudo/inaf-3-em-cada-10-brasileiros-nao-conseguiriam-entender-este-texto

Texto: Fillipe Martinho

Instagram: @coach.fillipemartinho

Área de Atuação: Graduado em Letras, professor, Educador, Coach, Revisor, Escritor e Empreendedor.

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Projeto Editorial: Tess Villa