Hoje, em meio a uma variedade tecnológica, de fato há muita informação disponível que contribui para o aprendizado e desenvolvimento de nossas crianças.

Mas, em contra partida, essas mesmas crianças estão cada vez mais distantes do universo das plantas, que são parte fundamental do nosso meio ambiente, nos provendo o oxigênio, indispensável a nossa vida. Não deveria, então, nossos pequenos desde cedo ser envolvido a ter um olhar para a natureza? Nosso “Meio Ambiente” precisa ser considerado e preservado. E corroborando para esse distanciamento, a realidade, em muitos casos inevitável, é viver em prédios ou casa com espaços limitados, sem saber o que é um quintal ou jardim e passando a ter um olhar para as planta em casa como apenas objetos de decoração. 

Todo momento vivido é experiência, e tornam-se referenciais na construção de suas teorias de mundo. Porém é preciso que nossas “crianças” sejam mediadas para uma observação de seu Meio Ambiente, para que elas possam ser orientadas a uma reflexão e ação no mesmo.

Algumas instituições não pedagógicas estão lançando um olhar para essa questão e movendo ações destacando a importância dessa vivência. Vou citar aqui duas que venho acompanhando de perto: a Sociedade Brasileira de Pediatria e o Instituto Alana, uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que aposta em programas que buscam a garantia de condições para a vivência plena da infância, criado em 1994, que  tem como missão “honrar a criança”.

Com o intuito de levar as crianças a usufruirem de forma intensa de cenários naturais, o Instituto Alana, que defende os direitos de crianças e adolescentes, no mês maio deste ano, em parcerias divulgou o manual Benefícios da Natureza no Desenvolvimento de Crianças e Adolescentes. Em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação, Laís Fleury, coordenadora do projeto diz: 

 “Ela [a criança] estabelece uma ressignificão das [coisas]. [A gente vê um pauzinho que, uma hora, pode ser uma espada de um príncipe e, outra hora, pode ser um rabinho de um bicho, algo para puxar um barco, uma caneta pra escrever na areia. [Nota-se] Como um mesmo elemento nutre criativamente a criança, a imaginação […]” Agencia brasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-07.

Vemos assim que a criança precisa estar inserida em um meio externo que lhe dê esse contato com a natureza, mas se faz necessário que ela receba a devida mediação. 

Pensando mais sobre essa importância em construir-se uma relação entre a criança e a natureza, que ações e atividades significativas e lúdicas poderiam ser realizadas por nós para gerar envolvimento que as motivem a cuidar do meio ambiente? Quais recursos poderíamos utilizar para criar oportunidades que as façam ter um olhar para a natureza?

Convido você para que dê sua contribuição comentando ou respondendo essas reflexões através do e-mail emporio.vitrine2019@gmail.com para dialogarmos e compartilharmos um pouco sobre esse assunto tão profundo, ou simplesmente senti-las em seu coração, para que possam alcançar um entendimento e uma compreensão que as tornem em fatos, em ação. Veremos, dessa forma, como um pedacinho de terra pode se transformar em algo que a mente adulta muitas vezes já não consegue ver.

Fica aí a dica. E fico na torcida também.

 

Texto: Inez de Paula

Instagram: @inez.ler

Área de Atuação: Pedagoga, Escritora, Contadora de História e Mediadora de Leitura

Foto: Pexels

Projeto Editorial: Tess Villa