Um dos biomas mais ricos em biodiversidade do planeta, a Mata Atlântica abrange 17 estados do Brasil, e regiões do Paraguai e Argentina.

Com cerca de 80% de sua área devastada, a Mata Atlântica sofre sérias ameaças por abrigar cerca de 145 milhões de pessoas, ocupando de forma desordenada e explorando, de forma predatória, diversas espécies nativas desde a chegada dos portugueses.

Outros responsáveis são a poluição e a agropecuária convencional. Hoje em dia existem diversas tecnologias para o tratamento de resíduos e de manejos ecológicos, como a agricultura sintrópica (agroflorestal) e a agroecologia; inclusive com produção de alimentos orgânicos com resultados iguais ou superiores aos manejos convencionais. Por isso é importante apoiar as redes locais de agroecologia e cooperativas de produtores orgânicos, pois a agricultura familiar é uma aliada na proteção da natureza e da biodiversidade.

Existe também o Selo de Origem “Mercado Mata Atlântica RBMA”, um programa que atua desde 2006 garantindo a sustentabilidade de produtos e empreendedores que utilizam matérias-primas oriundas das matas.

Mais uma boa notícia: apesar de extremamente devastada, um estudo, divulgado em 2017 pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), registrou uma regeneração de cerca de 220 mil hectares da Mata Atlântica entre os anos de 1985 e 2015.

Está mais que comprovado que todos ganhamos com a floresta em pé!

Busque conhecer mais sobre as árvores, animais e frutos nativos: existe um mundo de novidades na sua rua, praça ou quintal!


Texto: João Baranov

Intagram: @joaobaranov

Área de Atuação: Profissional de Permacultura, Artista

Arte Gráfica: @villaskohl

Projeto Editorial: Tess Villa